Estádio Barro Preto

De CruzeiroPédia .:. A História do Cruzeiro Esporte Clube
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Estádio Barro Preto 1950.jpg
Foto aérea do bairro do Barro Preto.
Números totais do Cruzeiro
no Estádio Barro Preto
Número de jogos 478
Vitórias do Cruzeiro 295
Empates 96
Derrotas 87
Saldo de vitórias 208
Gols do Cruzeiro 1370
Gols dos adversários 718
Saldo de gols do Cruzeiro 652
Primeiro jogo do Cruzeiro
01/07/1923 - Palestra Itália 6 x 2 Palmeiras-MG
Último jogo considerado
14/02/1965 - Cruzeiro 4 x 0 Democrata-SL[1]

O Estádio Barro Preto, também chamado de Estádio Juscelino Kubitschek de Oliveira ou Estádio JK, foi o primeiro estádio do Cruzeiro que, até então, treinava e mandava seus jogos no Prado Mineiro.

O estádio, entre outro jogos importantes, sediou: a maior goleada da história do clube, Cruzeiro 14 x 0 Alves Nogueira; o jogo do título do Campeonato da Cidade 1929, Palestra Itália 5 x 2 Atlético-MG; e, o jogo do título do Campeonato Mineiro 1959[2], Cruzeiro 3 x 1 Democrata-SL.


Títulos Conquistados no Estádio


Nota: o Campeonato da Cidade 1926, organizado pela AMET, pode ter sido conquistado no estádio, mas não há muitas informações sobre o torneio.

História

Ver também: História do Cruzeiro Esporte Clube

Primeira fase: 1922 - 1928

O Barro Preto entrou na história do Clube em fins de 1922, quando a diretoria adquiriu com recursos próprios um terreno no bairro para a construção do futuro estádio. O Cruzeiro foi o único Clube da capital que não solicitou ajuda as autoridades do município e do Estado para aquisição de terreno para a construção do seu estádio, ao contrário de América-MG, Atlético-MG e Sete de Setembro que foram agraciados pelo poder público.

No mesmo período o América havia dado início a construção do seu campo que foi inaugurado oficialmente em 6 de maio de 1923 num rodada dupla. Na preliminar Cruzeiro e Atlético empataram em um gol e na partida principal o América foi goleado impiedosamente pelo América do Rio por 5 a 1.

Como as obras do Barro Preto já estavam adiantadas a Federação Mineira solicitou aos dois clubes a cessão de seus campos para sediar as partidas do Campeonato. Assim o estádio do Barro Preto foi utilizado para partidas oficiais antes mesmo de ficar pronto. Em 10 de junho de 1923, recebeu o confronto entre Atlético e Luzitano pela 1ª rodada do Campeonato de Belo Horizonte, que terminou empatado em 2 a 2. Andrade marcou os dois gols do Atlético e Fluminense e Piancastelli fizeram os do Luzitano. Por causa da tabela do Campeonato, o Cruzeiro somente estreou oficialmente em seu próprio estádio em 1 de julho com uma goleada de 6 a 2 sobre o Palmeiras, do bairro de Santa Efigênia.

A inauguração oficial foi marcada para setembro para coincidir com as festas comemorativas da unificação da Itália, e o Clube organizou uma verdadeira festa nacional. O Flamengo, campeão carioca, foi convidado para o jogo inaugural e os campeões sulamericanos de 1922 pela Seleção Brasileira, Heitor e Bianco, do Palmeiras, mais Friedenreich, do Paulistano para uma homenagem onde receberam medalhas de ouro. Os jogadores de descendência italiana de maior destaque no futebol paulista, Bianco, Gasparini, Fabi, Loschiavo, Severino e Heitor, que eram sócios honorários do Cruzeiro também foram convidados e marcaram presença na festa de inauguração do estádio.

Segunda fase: 1945 - 1965

O amistoso entre Cruzeiro e Botafogo em 1 de julho de 1945 reinaugurou o estádio do Barro Preto. A partida terminou empatada em 1 a 1 e foi recorde de renda em Minas Gerais.

Em 1945 o clube reconstruiu o velho estadinho e o modernizou. As arquibancadas de madeira das gerais que abrangiam a Av. Augusto de Lima, rua Ouro Preto e parte da rua dos Guajajaras foram substituídas por 11 degraus de cimento e passou a ter uma extensão de 250 metros. As arquibancadas de madeira das sociais destinadas aos sócios torcedores na rua Guajajaras foram substituídas por cimento e área foi ampliada.

A capacidade de público do estádio passou para 15 mil torcedores tornando-se o maior de Belo Horizonte até a construção do Estádio Independência construído para sediar os jogos da Copa do Mundo, em 1950, com capacidade para 25 mil.

A lateral do campo foi deslocada para a avenida augusto de lima e no espaço que sobrou no quarteirão foram construídas a piscina e as quadras de basquete e vôlei.

Uma particularidade era a drenagem do campo, que passou a ter do centro até suas extremidades um declive de 35 centímetros para garantir o rápido escoamento da água, em dia de chuva. O declive era imperceptível, porque ele chegava a zero nos extremos, de maneira proporcional.

O empreendimento foi bancado pelo próprio clube, através da campanha dos Mil sócios junto aos torcedores, onde cada um contribuiu com mil cruzeiros.

A reinauguração do Estádio aconteceu no dia 1 de julho de 1945, num amistoso contra o Botafogo, do Rio, e que serviu como tira teima entre dois dos maiores atacantes do futebol brasileiro: Heleno de Freitas, pelo Botafogo, e o internacional, Niginho, pelo Cruzeiro. O amistoso bateu o recorde de renda de todos os jogos de futebol disputados no estado superando a do amistoso entre Atlético e Corinthians, em 24 de junho de 1945, que foi de Cr$ 61.300,00.

O Estádio também recebeu postes de iluminação para sediar jogos noturnos. O projeto das reformas teve um custo de 100 mil cruzeiros. O Flamengo foi convidado para inaugurar os refletores do estádio, em 14 de novembro. Mas o mau tempo impediu o avião do Flamengo aterrisar no campo de aviação de Lagoa Santa. No entanto, não vieram mesmo devido aos desfalques. Na ocasião, o América, do Rio, veio substituir o Flamengo para fazer a primeira partida noturna do Estádio.

Com o estádio, o Cruzeiro deu início a era do Barro Preto. Clube e Bairro ficaram ligados intimamente até a década de 1960, quando a Pampulha dividiu essa identidade com as construções da Toca da Raposa, da sede campestre e a inauguração do Mineirão.

Com a construção do Mineirão, em 1965, terminou, definitivamente, o ciclo do Estádio JK na vida do Cruzeiro. O clube que já utilizava o estádio Independência para as partidas de maior público passou a usar o Barro Preto para treinos e jogos do time B e da categoria de base.

Em 1973, com a construção do centro de treinamento do clube, a Toca da Raposa, que era considerado um dos mais modernos e bem equipados do mundo e que chegou a ser a concentração oficial da Seleção Brasileira, o Barro Preto passou a ser definitivamente o campo das categorias de base do clube.

A última partida do Cruzeiro no estádio aconteceu num amistoso contra o Democrata-SL, em 14 de fevereiro de 1965.[1]

Em 1986, o campo e parte do estádio foram desmanchados e substituidos por piscinas e quadras dando espaço a um clube campestre, que serviu para aumentar o quadro de sócios do clube tornando-se mais uma fonte de renda. Os treinos das categorias de base foram transferidos para a Toca da Raposa.

Estatísticas

O estádio Barro Preto sediou 478 jogos da raposa, foram 295 vitórias, 96 empates e 97 derrotas. Foram 1.370 gols a favor e 718 contra.

Ali foram conquistados 9 Campeonatos Belo Horizonte (1926, 1928, 1929, 1930, 1940, 1943, 1944, 1945, 1956) e três Campeonatos Mineiro (1959, 1960 e 1961).

O maior artilheiro em uma só partida do estádio foi o atacante Ninão que marcou 10 gols na goleada por 14x0 contra o Alves Nogueira, pelo Campeonato da Cidade.

Adversários

Estádio JK no Barro Preto.

O Cruzeiro enfrentou 69 adversários sendo 62 clubes e 7 selecionados.

Equipes que mais enfrentou no Barro Preto

Time Jogos Vitórias Derrotas
América-MG 70 36 16
Atlético-MG 61 24 24
Villa Nova-MG 50 28 12
Sete de Setembro 47 34 5
Siderúrgica 41 21 11

Todos os adversários

Belo Horizonte
  • América-MG
  • Aeroporto
  • Atlético-MG
  • Carlos Prates
  • Combinado Atlético-América
  • Combinado de Belo Horizonte
  • Combinado de Pretos
  • Combinado Paulista de BH
  • Fluminense
  • Gráfica
  • Grêmio
  • Guarany
  • Luzitano
  • Palmeiras
  • Renascença
  • Santa Cruz
  • Sete de Setembro
  • Sport Calafate
  • Sírio
  • Yale
MG
RJ


SP
  • Caçapava: Caçapavense
  • Santos: Portuguesa Santista, Santos
  • São Paulo: Combinado de Ex-jogadores do Lazio, Palmeiras, São Paulo


Outros Estados


Exterior

Fontes

  • Blog do Cruzeiro
  • Livro Almanaque do Cruzeiro

Referências

  1. 1,0 1,1 O Time do Barro Preto Almanaque do Cruzeiro
  2. Hilton Oliveira, o futebol em velocidade máxima… Cruzeiro.org