Cruzeiro 3x2 River Plate - 30/07/1976

De CruzeiroPédia .:. A História do Cruzeiro Esporte Clube
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Cruzeiro 3 x 2 River Plate
Terceiro jogo da Final da Taça Libertadores da América 1976
Data: 30 de julho de 1976 Local: Santiago do Chile, CHI
Horário: Não disponível Estádio: Estádio Nacional
Árbitro: Alberto Martinez (CHI) Público pagante: 40.000
Assistente 1: Público presente: Não disponível
Assistente 2: Renda: Não informado
Súmula: Não disponível
Escalações
Cruzeiro: River Plate:
1. Raul 1. Landaduru
2. Nelinho aos  do 2. Comelles
3. Morais 3. Lonardi
4. Darcy Menezes 4. Ártico
5. Vanderley 5. Urquiza aos  do
6. Ronaldo Drumond aos  do Cartão vermelho recebido aos 6. Sabella
7. Wilson Piazza Substituição realizada  de jogo ( Osires ) 7. Merlo
8. Zé Carlos 8. Alonso Cartão vermelho recebido aos
9. Eduardo 9. González
10. Palhinha 10. Luque
11. Joãozinho aos  do 11. Oscar Mas aos  do Substituição realizada  de jogo ( Crespo )
Técnico: Zezé Moreira Técnico: Angel Labruna
Reservas que não entraram na partida
Cruzeiro: River Plate:

Sobre a partida

“A terceira partida foi disputada em Santiago, no Chile, e Cruzeiro e Ríver fizeram uma das maiores finais da história da Libertadores. Chances de gol surgiram de ambos os lados durante a partida. O Cruzeiro saiu na frente com um gol de pênalti marcado por Nelinho e abriu vantagem de 2 a 0, num golaço de Eduardo, aos 10 do 2º, após grande jogada de Ronaldo. O River diminuiu três minutos depois, numa cobrança de pênalti e aos 17 os argentinos, mais uma vez, ludibriaram a arbitragem. Numa falta, próximo a área do Cruzeiro, os jogadores de ambos os times discutiam a formação da barreira, quando Sabella cobrou rápido para Crespo que, livre na área, recebeu e marcou o gol de empate. Os jogadores do Cruzeiro cercaram o árbitro, que validou o lance cobrado sem a sua autorização. Aos 43 do 2º, o Cruzeiro deu o troco. Palhinha sofreu falta, próximo à área, e quando todos aguardavam a cobrança de Nelinho, o ponta Joãozinho, na malandragem, não esperou a autorização do árbitro, e colocou de curva, no ângulo. Foi o gol do título. Na comemoração, o preparador físico Lacerda chutou a bola pra cima, e levou um soco de Lonardi. O massagista Guido partiu pra cima e revidou. Alonso veio atrás e ambos trocaram socos. Enquanto a polícia separava a briga, a torcida chilena em maioria no estádio e que apoiava o Cruzeiro gritava “Brasil! Brasil! Brasil! Na seqüência o árbitro expulsou Alonso, do River e Ronaldo, do Cruzeiro. O árbitro deu 9 minutos de descontos e o Cruzeiro segurou o resultado tocando a bola. Foi o primeiro título internacional da história do Cruzeiro e que rompeu um tabu de 13 anos que incomodava os clubes brasileiros na Copa Libertadores. No final da partida os jogadores cruzeirenses se ajoelharam no centro do gramado e rezaram em memória do companheiro Roberto Batata. Nos vestiários, mesmo com o título garantido, o exigente Zezé Moreira não perdeu a oportunidade de demonstrar a sua autoridade e bronqueou com Joãozinho o chamando de moleque e irresponsável. É que o cobrador de faltas do time era Nelinho que, naquele ano, havia se tornado o maior especialista ao superar a marca de 22 gols marcados pelo ídolo Tostão. Em Minas Gerais, a torcida cruzeirense fez um dos maiores carnavais fora de época da história.” [1]

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Referências

  1. Blog do Birner